Personalidade assassina

 





Após mais um dia cansativo de trabalho, Caterine seguia em passos despreocupados , pensando somente em finalmente chegar em sua casa. Sua mente fervia em pensamentos desconexos, e seu corpo ansiava pelo abraço caloroso dos lençóis da sua cama de solteiro. 
Andando sozinha, acompanhada somente dos pensamentos sobre as últimas semanas conturbadas, Catarine forçava sua mente para poder compreender oque realmente estava acontecendo. todos os ataques, noites agitadas, pesadelos, acordava mais cansada que o normal, as cicatrizes expostas em seu braço esclareciam sua dúvida, mas não era nisso que Catarine queria acreditar. Tentava de todas maneiras relacionar os ataques a outra coisa, mas convenhamos, não que Catarine fosse algum exemplo ou uma santa, mas quem poderia querer lhe causar tanto mal?  
Era uma moça jovem, tranquila,apesar de ter uma beleza invejável, sempre gostou de privacidade e viver a vida a só. Não que ela escondesse alguma coisa.Seu trabalho era sua única prioridade, e ela gostava das coisas do jeito que eram. 
Sons de passos molhados tiraram a concentracao de Catarine, a fazendo voltar para o mundo real. Devido aos acontecimentos, Catarine carregava no bolso da calça um pequeno canivete, não era do tipo que andava armada,mas desde dos acontecimentos se sentia sendo vigiada constantemente. Tirou o objeto de metal do bolso que se chocou em contato com sua mão gélida. Em um ato ousado ela virou-se para trás de si, a procura de alguém, porém não havia ninguém em canto algum. Um ato de coragem que lhe causou arrependimento. Derrepente a chuva parecia mais fria, os passos desconhecidos aumentavam na mesma frequência dos seus. Fazendo eco ensurdecedor na sua mente. A medida que caminhava, mais os passos se aproximavam, e achando que nada poderia piorará aquela altura, Uma voz chegou aos seus ouvidos lhe causando arrepios.
você vai morrer!



Ela tentou ignorar, e apressou mais os passos, mas se deu conta que não parecia chegar a lugar nenhum, e o medo só aumentava, o som da sua respiração entregava seu cansaço, então a voz novamente surgiu, dessa vez mais nítida e audível.


VOCÊ VAI MORRER!


A frases se repetia com ênfase, em tom de deboche e risadas que pareciam vim de toda parte. 
Seus olhos procuravam em toda parte pelo sons e as vozes,mesmo sabendo que poderia não encontrar nada, as palmas de suas mãos foram de encontro ao seus ouvidos na tentativa inútil de abafar os sons. Tola! Não poderia, as vozes saiam da sua mente. Catarine tentou correr ao lado oposto, mas suas pernas não respondiam ao seu comando. Ela tentou gritar, pedir ajuda, mas sua boca não transmitia som algum. Era como se ela fosse uma instrusa no próprio corpo. 
Sua mente fazia barulho, misturas de vozes, e seus pensamentos que pediam por socorro. Derrepente, tudo a sua volta ficou em câmera lenta, e ela viu seu reflexo tremido na poça formada pela chuva, viu seu olhar vazio quase como se encarasse sua própria alma,nesse momento ela se deu conta, não era mais ela que estava no controle, e sim uma versão oposta dela que a encarava com maldade nos olhos. Com a faca em mãos ergueu até o pescoço fazendo uma linha de sangue. Caterine mergulhou no vazio dentro de si, uma escuridão sem fim, pressa no seu próprio vazio. A perícia justificou suicídio como causa da morte, Mas Catarine continua pressa dentro de si, a sete palmos abaixo da terra, sentindo a agonia da dor, mas quem sabe esse seja a única forma de conseguir se libertar de si


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