Eu ainda estou aqui
Eu sempre achei que tudo na vida tivesse um propósito, por mas que eu ainda fosse pequeno, era nisso que eu queria acreditar. Mas, o ocorrido a seguir me fez questionar minhas crença.
Tudo se dava início em uma manhã que costumava ser típica. Uma família nem tanto convencional. Minha mãe sozinha sempre dava tudo de sí para nós conceber uma vida melhor. Éramos uma família comum, tendo eu como o mas novo entre minhas outras 3 irmãns, e sendo o único homem do lar sempre me via na obrigação de agradar e facilitar a vida de nossa mãe. E no fundo sabia que se orgulhava. Nem tudo era perfeito, mas juntos sempre conseguíamos domar a situação.
O dia se dava início como de costume, trazia com sigo a leve brisa fria que varria as folhas secas para longe, e anunciava a tempestade que ameaçava chegar em breve. Minha irmã mas velha costuma nós assombrar com histórias em dias chuvosos, e umas de suas histórias mas sombrias era a teoria que a chuva que caia eram lágrimas. Dando a entender que o céu chorava sempre que alguém partia pra outro lado. Fazendo os dias chuvosos sempre parecem angustiantes para mim, e me forçarem a pensar que a morte de fato existia, ela era inevitável, e silenciosa.
Naquele dia em particular não somente o clima trouxe mudança, mas por conta dele nos foi permitido ficar em casa. Não seria a primeira vez, mas algo no ambiente me trazia incertezas. Nossa mãe por outro lado seguiu seu dia normalmente, com abraço e um beijo se despediu de nós para dá início a sua rotina. Era um até breve com gosto de Adeus, e isso me fez sentir um medo como nunca antes.
Estávamos reunidos para ouvir mas umas das histórias de nossa irmã mas velha, que nos prendia do começo até o fim, com seus suspenses e finais imprevisíveis. Não demorou muito para que as nuvens carregadas cobrisse o céu, o deixando em cinza, como o cenário perfeito para suas histórias ficarem ainda mas assustadoras. No geral, suas histórias eram sempre interessantes, eu adorava. Mas naquele dia, a minha angústia era maior junto ao medo do que a mim ainda era desconhecido,e seus contos não iriam ajudar a me distrair de meus pensamentos. O frio aumentava a medida que o céu escurecia, mas a chuva ainda teimava em cair. O vento forte devastada o ambiente fazendo as árvores dançar em um único ritmo. Em e segundos como uma epnose fez minhas irmãs caírem em sono profundo. Minha mente seguia em seus pensamentos desconexos e descabidos, nem eu mesmo conseguia acompanhar. Talvez assistir podesse ajudar a distrair, liguei a tv em algum canal aleatório, infelizmente somente o canal de noticias ainda funcionava. Prendi minha atenção ao que era noticiado. Assassino procurado ainda a solta. Minha atenção foi tirada pelo forte barulho das vidraças causada pelo vento. Me levantei e voltei a olhar para fora, naquele momento me pareceu uma boa ideia sair para espareicer, vestir me casaco e trilhei o caminho para o bosque ali perto, sem imaginar que seria uma caminhada sem volta.
O bosque não era longe, durante o trageto percebi o vazio que se alastrava por todo o bairro. As ruas estavam vazias, o único que som que me acompavanha era dos meus passos, e isso me fez sentir como um dos personagens das histórias de minha irmã. Em poucos minutos eu finalmente havia chegado ao bosque. Dentre as incontáveis árvores avia uma estrada estreita cheia de folhas secas derrubadas pelo vento que davam passagem para um pequeno riacho de águas correntes. Minha mãe sempre nos levava lá em dias ensolarados, ouvir o som da correnteza talvez me acalmasse. Mas me surpreendi ao bater com os olhos em uma cena trágica. Me escondi atrás de umas das árvores para não poder ser pego, de longe testemunhei um homem tirar a vida de seu semelhante de forma covarde. Com uma arma na mão apontou o cano frio contra o crânio da vítima disparando em seguida sem temor. A frieza no ambiente não se comparava ao seu ato de crueldade, o assassino largou a cena do crime sem olhar para trás. Paralisado pelo medo que já tomava conta, fechei meus olhos profundamente, ouvindo somente o som ofegante de minha respiração, mas foi substituído de forma brusca por passos sobre folhas secas. Derrepente, sentir uma presença atrás de mim, não ousei olhar em momento algum, minha boca foi tapada impedindo minhas palavras de socorro. Fui arrastado até ao riacho onde fui arremessado. Uma força surreal que segurava minha cabeça contra a água fria me privando do oxigênio, usei todas as minhas forças me debatendo entre as águas até não aguentar. Minutos pareciam ter durado horas, até que finalmente me entreguei ao sono profundo. Ao me recordar, vi que a chuva antes que teimava a descer, agora alagava quase tudo a minha volta. Me ergui sobre as águas em direção ao solo, ainda sentindo meu corpo frio. Caminhei com dificuldade entre a chuva em direção a minha casa. As dores por todo meu corpo me fazia ignorar o frio. Sabia das consequências quando chegasse em casa. Mas pra mim oque importava era rever minha família. Ao finalmente chegar avistei a presença de minha mãe, corri para abraça lá, mas meu corpo não tocava ao dela. Tentei chama lá, mas minha voz não era ouvida. Inúmeras tentativas de chamar sua atenção, mas nenhuma funcionava. Dias se passaram desde do fadítico dia da minha morte, e tive a infelicidade de acompanhar de perto o sofrimento da minha família. Minha mãe chorava noite e dia. Minhas irmãs viviam seu luto caladas. Quando meu corpo finalmente foi encontrado, sentir que poderia ter paz e a minha família também, mas me enganei. Minha família assim como eu queria a justiça. As lágrimas derramadas da minha mãe me faziam reviver aquele momento de angústia. Minha vida toda havia sido arranhada de mim por eu estar no local errado, na hora errada. Meu algaz ainda a solta, respirando do ar que me tirou, enquanto meu corpo frio ainda perambula entre meus familiares. Seu sofrimento prolonga minha estádia na terra. E percebo que não há propósitos nisso. Eu ainda estou aqui! Mas ninguém percebeu.
-YP-



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